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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

PORTO SEGURO


Mães . . . difícil demais descrever este ser. Geramos e gestamos por nove meses . . . e continuamos a gestar. De longe, no infinito! Com o olhar perdido no horizonte, buscando a melhor forma de amar. Amar sem incomodar, amar e impulsionar. 
  Vai . . . vai meu barquinho, vai! 
O mar aberto te espera!
Estás preparado para enfrentar o mar revolto, na calmaria, prepara-te!
Busca força naquele que te criou... 
E continua a te criar.
O porto? Ah, este continua seguro! 
A esperar, a esperar.
Volte, volte sempre que precisar! 
Ele te espera atracar!

METAMORFOSE

 
Aquele pequeno inseto:
Tão repugnante... Causa-me náuseas.
Observo o líquido viscoso que sai de suas entranhas.
O corpo se contorce e temo por sua segurança.
Seu sofrimento é visível!
Que fazer? Desespero-me...
Quero intervir, algo de inusitado acontece.
Eis que se rompe o corpo sofrido, agonizante
E surge a mais bela das borboletas!
Minha borboleta está próxima!